Nada foi feito para durar. E depois?
As pessoas fazem um grande alarido quando perdem alguma coisa,
que supostamente lhes é importante, para quê?
Estamos sempre a querer trocar o carro por um novo,
o telemóvel, por um mais recente e melhor,
a casa por uma maior e mais bonita,
então porque é que não nos sentimos da mesma maneira
quando substituímos sentimentos velhos, gastos e podres
por novos, melhores e frescos?
O ser humano só se desgasta e auto-destrói de dia para dia.
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sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
nao estou aqui para te aturar
nem tu a mim.
não estou aqui à espera que digas não,
ou sim.
não estou aqui para começarmos de novo
a partir do fim.
simplesmente, não estou mais aqui.
podia pedir por favor, mas não o vou fazer.
podia dizer adeus e que foi um prazer.
Podia atribuir as culpas a outrém e finjir que acreditas
Podia até pedi desculpa pelas minhas acções e palavras não ditas.
um dia, talvez,
até te posso mandar uma carta e reatar a chama perdida.
quem sabe?
podia, inclusivé,
desligar-me de todos os sentimentos que constituem a vida
e pedir-te que te sentes comigo.
Porém, do que servirá?
Ambos teremos outros na nossa vida,
a ocupar o espaço que é nosso por direito.
e será que, pensando assim, e sabendo que custa pensar assim,
deverei eu, deverás tu, oferecer uma terceira última oportunidade?
A resposta será encontrada na plenidade da sanidade mental
e da abstracção do meio e dos sentimentos.
nem tu a mim.
não estou aqui à espera que digas não,
ou sim.
não estou aqui para começarmos de novo
a partir do fim.
simplesmente, não estou mais aqui.
podia pedir por favor, mas não o vou fazer.
podia dizer adeus e que foi um prazer.
Podia atribuir as culpas a outrém e finjir que acreditas
Podia até pedi desculpa pelas minhas acções e palavras não ditas.
um dia, talvez,
até te posso mandar uma carta e reatar a chama perdida.
quem sabe?
podia, inclusivé,
desligar-me de todos os sentimentos que constituem a vida
e pedir-te que te sentes comigo.
Porém, do que servirá?
Ambos teremos outros na nossa vida,
a ocupar o espaço que é nosso por direito.
e será que, pensando assim, e sabendo que custa pensar assim,
deverei eu, deverás tu, oferecer uma terceira última oportunidade?
A resposta será encontrada na plenidade da sanidade mental
e da abstracção do meio e dos sentimentos.
R: Não.
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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Esta Mão Que Te Segura A Cabeça
Sente a minha mão.
Pensa nela como uma borracha,
para apagar o que se passou, ou não.
Sente-a a passar pela tua testa,
enquanto transpiras de nervosismo.
Sente-a a apagar os segredos
que os teus lábios escondem.
Sente as tuas memórias queimar.
Ouve o crepitar das chamas
que te oferece algum segurança.
A segurança plena e instável,
esta que te oferecem.
Vai, envolta nos teus sonhos,
à procura do que te alegra.
Sente as pontas dos meus dedos
a passar pelo teu peito
e a abri-lo como uma janela.
Olho-te no teu mais profundo íntimo.
O teu coração bate incessantemente com a ânsia de me teres.
Pouso a minha mão áspera sobre ele.
Agora sinto-te, verdadeiramente.
Esqueço-te, como tencionava.
Deixo-te um pequeno conselho:
Não tentes perceber o que eu faço.
Sente o que eu sinto e verás que desaparecerá igualmente.
Pensa nela como uma borracha,
para apagar o que se passou, ou não.
Sente-a a passar pela tua testa,
enquanto transpiras de nervosismo.
Sente-a a apagar os segredos
que os teus lábios escondem.
Sente as tuas memórias queimar.
Ouve o crepitar das chamas
que te oferece algum segurança.
A segurança plena e instável,
esta que te oferecem.
Vai, envolta nos teus sonhos,
à procura do que te alegra.
Sente as pontas dos meus dedos
a passar pelo teu peito
e a abri-lo como uma janela.
Olho-te no teu mais profundo íntimo.
O teu coração bate incessantemente com a ânsia de me teres.
Pouso a minha mão áspera sobre ele.
Agora sinto-te, verdadeiramente.
Esqueço-te, como tencionava.
Deixo-te um pequeno conselho:
Não tentes perceber o que eu faço.
Sente o que eu sinto e verás que desaparecerá igualmente.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Apesar do Esforço
Escovas de estálicas;
Pentes de vinte e oito dentes:
Tornam-se banais
quando as tentamos perceber.
Oh, esta cumplicidade tornou-se cinzenta.
E as calçadas da cidade, cobertas de magenta,
de nada serviram.
Sempre foste assim, desde que nos conhecemos.
E em nada resultará esta luta de interesses.
Quando, meu amor, quando é que demoliremos esta barragem?
Este bloqueio fluvial. Quando deixaremos o rio seguir o seu curso natural?
Desculpa se não pensas da mesma maneira que eu,
mas os únicos bloqueios que aceito, são os naturais
-como os diques, construídos pelos castores-
não os artificiais, construídos por ti,
e justificados pela tua cobardia.
E, dada a minha falta de originalidade e talento para a escrita,
eu podia, aqui, colocar várias citações, das mais objectivas
às mais subjectivas, para te dizer como não me, nem te, sinto.
Para te mostrar que o teu efeito sobre mim é praticamente nulo.
Para...para...para quê?
Não vales a pena.
Pentes de vinte e oito dentes:
Tornam-se banais
quando as tentamos perceber.
Oh, esta cumplicidade tornou-se cinzenta.
E as calçadas da cidade, cobertas de magenta,
de nada serviram.
Sempre foste assim, desde que nos conhecemos.
E em nada resultará esta luta de interesses.
Quando, meu amor, quando é que demoliremos esta barragem?
Este bloqueio fluvial. Quando deixaremos o rio seguir o seu curso natural?
Desculpa se não pensas da mesma maneira que eu,
mas os únicos bloqueios que aceito, são os naturais
-como os diques, construídos pelos castores-
não os artificiais, construídos por ti,
e justificados pela tua cobardia.
E, dada a minha falta de originalidade e talento para a escrita,
eu podia, aqui, colocar várias citações, das mais objectivas
às mais subjectivas, para te dizer como não me, nem te, sinto.
Para te mostrar que o teu efeito sobre mim é praticamente nulo.
Para...para...para quê?
Não vales a pena.
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paranoias mais "ganzias",
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domingo, 22 de novembro de 2009
vinteesetedeagostodedoismilenove
As estrelas daqui
parecem distantes.
mas aí
devem ser
menos brilhantes
do que tu.
Mas é sob este céu
que percebemos
e aceitamos o presente.
Será que podias levantar
o véu que te esconde?
Eu percebo porque
é que não queres acordar.
Eu também não quero.
Tenho tanto medo do mero acaso
que me apetece refugiar.
Naquele sitio recôndito,
à parte do resto que me rodeava.
É lá que procuro a segurança
e a verdade reconfortante.
E assim,
a tua imagem desvanece no tempo,
sou devorado pelo nervoso eminente.
E, quando não amanhece,
questiono-me sobre tudo.
Mas, de tão surdo que sou,
não ouço as respostas
e mal percebo as questões.
Eu quero voltar ao início.
A sério que quero.
Apenas quero voltar.
parecem distantes.
mas aí
devem ser
menos brilhantes
do que tu.
Mas é sob este céu
que percebemos
e aceitamos o presente.
Será que podias levantar
o véu que te esconde?
Eu percebo porque
é que não queres acordar.
Eu também não quero.
Tenho tanto medo do mero acaso
que me apetece refugiar.
Naquele sitio recôndito,
à parte do resto que me rodeava.
É lá que procuro a segurança
e a verdade reconfortante.
E assim,
a tua imagem desvanece no tempo,
sou devorado pelo nervoso eminente.
E, quando não amanhece,
questiono-me sobre tudo.
Mas, de tão surdo que sou,
não ouço as respostas
e mal percebo as questões.
Eu quero voltar ao início.
A sério que quero.
Apenas quero voltar.
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domingo, 8 de novembro de 2009
Crise?
Preciso de alguém.
Preciso de alguém para falar.
Preciso de alguém que me ouça.
Preciso de alguém que goste de me ouvir.
Preciso de alguém que me abrace.
Preciso de alguém para amar.
Preciso de alguém que me ame.
Preciso de alguém que me proteja.
Preciso de alguém que me ajude.
Preciso de alguém com quem possa partilhar a minha vida.
O problema, está em encontrá-las todas.
Preciso de alguém para falar.
Preciso de alguém que me ouça.
Preciso de alguém que goste de me ouvir.
Preciso de alguém que me abrace.
Preciso de alguém para amar.
Preciso de alguém que me ame.
Preciso de alguém que me proteja.
Preciso de alguém que me ajude.
Preciso de alguém com quem possa partilhar a minha vida.
O problema, está em encontrá-las todas.
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skeletons in the closet
Estou bem...bem.
Mesmo bem.
Um misto de sensações que me invadiram anteriormente
levam-me a crer que sim.
Mas será?
Será que estou mesmo, mesmo bem?
Será que o ultrapassei?
Não.
Sinceramente, acho que não.
Cada vez que a vejo, sinto-me nervoso.
Cada vez que penso nela,
fico com o estômago às voltas.
Não consigo comer.
Como agora.
Não a consigo ver a seguir em frente.
Não consigo.
Agora só falta perceber porque é que não consigo seguir em frente.
Se é porque não consigo
se é porque não quero,
se é porque repito demasiadas vezes "não consigo".
Só sei que já passei por isto
e não foi bom.
Só sei que quero ultrapassar isto
e não estou a conseguir.
Só sei que ela
ainda me afecta.
Cada palavra,
cada gesto,
cada olhar,
cada sorriso.
Acho que nem o novo
substituirá o antigo.
Será que ele ainda bate por ela?
Mas porque raio fará ele isso?
Porque raio não para ele simplesmente de bater?
É que é doloroso, de certa forma.
Agora, é impossível estar feliz.
Já tentei acreditar nisso e,
enquanto acreditava
e não raciocinava,
estava feliz.
Mas vi-a quando não achava que a ia ver.
Acho que só a consigo ignorar quando estou preparado,
quando estou a contar vê-la.
É estranho.
Mas é-me familiar, infelizmente.
Parece que nem pensar que já falta pouco
para as nossas vidas se separarem
é reconfortante.
Parece que pensar, de todo,
é péssimo.
E à noite, mesmo rodeado de amigos,
falta-me.
Falta-me a mensagem a perguntar
"Onde estás? :)*".
Falta a adrenalina dos telefonemas até às tantas.
Falta-me a ansiedade para estar com ela.
Infelizmente, vontade de estar com ela não falta.
Custa-me vê-la passar,
ao longe,
e não poder dizer olá.
Não poder dar-lhe um beijo,
abraçá-la enquanto o vento gélido
passa por nós e sussurra-lhe que gosto dela.
Que gosto da companhia dela.
Que gosto da voz dela.
Que queria passar grande parte da minha vida com ela.
Sussurrar-lhe "Afonso"
e apreciar o sorriso dela face este nome...
Ahh, pois é. Temos mesmo que passar por isto
pelo menos uma vez na vida, certo?
Bem, acho que não devia ter entrado naquela noite escura
tão depressa.
Mesmo bem.
Um misto de sensações que me invadiram anteriormente
levam-me a crer que sim.
Mas será?
Será que estou mesmo, mesmo bem?
Será que o ultrapassei?
Não.
Sinceramente, acho que não.
Cada vez que a vejo, sinto-me nervoso.
Cada vez que penso nela,
fico com o estômago às voltas.
Não consigo comer.
Como agora.
Não a consigo ver a seguir em frente.
Não consigo.
Agora só falta perceber porque é que não consigo seguir em frente.
Se é porque não consigo
se é porque não quero,
se é porque repito demasiadas vezes "não consigo".
Só sei que já passei por isto
e não foi bom.
Só sei que quero ultrapassar isto
e não estou a conseguir.
Só sei que ela
ainda me afecta.
Cada palavra,
cada gesto,
cada olhar,
cada sorriso.
Acho que nem o novo
substituirá o antigo.
Será que ele ainda bate por ela?
Mas porque raio fará ele isso?
Porque raio não para ele simplesmente de bater?
É que é doloroso, de certa forma.
Agora, é impossível estar feliz.
Já tentei acreditar nisso e,
enquanto acreditava
e não raciocinava,
estava feliz.
Mas vi-a quando não achava que a ia ver.
Acho que só a consigo ignorar quando estou preparado,
quando estou a contar vê-la.
É estranho.
Mas é-me familiar, infelizmente.
Parece que nem pensar que já falta pouco
para as nossas vidas se separarem
é reconfortante.
Parece que pensar, de todo,
é péssimo.
E à noite, mesmo rodeado de amigos,
falta-me.
Falta-me a mensagem a perguntar
"Onde estás? :)*".
Falta a adrenalina dos telefonemas até às tantas.
Falta-me a ansiedade para estar com ela.
Infelizmente, vontade de estar com ela não falta.
Custa-me vê-la passar,
ao longe,
e não poder dizer olá.
Não poder dar-lhe um beijo,
abraçá-la enquanto o vento gélido
passa por nós e sussurra-lhe que gosto dela.
Que gosto da companhia dela.
Que gosto da voz dela.
Que queria passar grande parte da minha vida com ela.
Sussurrar-lhe "Afonso"
e apreciar o sorriso dela face este nome...
Ahh, pois é. Temos mesmo que passar por isto
pelo menos uma vez na vida, certo?
Bem, acho que não devia ter entrado naquela noite escura
tão depressa.
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desabafos,
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terça-feira, 3 de novembro de 2009
Obrigado Ontem.
Hoje, uma certa alegria e boa-disposição invadiu-me.
Senti-me feliz, outra vez.
Foi estranho, devo dizer. Feliz sem a sua presença activa.
Quem diria?
Parece que, não sei, tudo está diferente.
Tudo me cheira diferente.
Embora ainda frágil, sinto-me forte.
Sinto-me capaz de derrubar qualquer um.
Sinto-me feliz, acho.
Tudo me sabe diferente.
Tudo me soa diferente.
A música que me lembrava de ti,
não passa de música que gosto de ouvir.
Vejo-te de maneira diferente.
Vejo-te e olho-te sem pensar no passado.
Vejo-te e olho-te, mas não consigo encontrar nada bom do passado.
Não consigo acreditar que esse período vale o que estou a passar agora.
O defeito é meu.
Eu é que me agarro às coisas que, supostamente, te fariam ficar.
Eu é que não te sei perceber.
Eu é que acreditei que tinhas mudado.
Mas apesar disto tudo, sinto-me feliz.
Sinto que estou prestes a recuperar, a levantar-me, a lutar pelos meus interesses.
Mas apesar da dor, da angústia e da frustração,
quero agradecer-te.
Obrigado.
Senti-me feliz, outra vez.
Foi estranho, devo dizer. Feliz sem a sua presença activa.
Quem diria?
Parece que, não sei, tudo está diferente.
Tudo me cheira diferente.
Embora ainda frágil, sinto-me forte.
Sinto-me capaz de derrubar qualquer um.
Sinto-me feliz, acho.
Tudo me sabe diferente.
Tudo me soa diferente.
A música que me lembrava de ti,
não passa de música que gosto de ouvir.
Vejo-te de maneira diferente.
Vejo-te e olho-te sem pensar no passado.
Vejo-te e olho-te, mas não consigo encontrar nada bom do passado.
Não consigo acreditar que esse período vale o que estou a passar agora.
O defeito é meu.
Eu é que me agarro às coisas que, supostamente, te fariam ficar.
Eu é que não te sei perceber.
Eu é que acreditei que tinhas mudado.
Mas apesar disto tudo, sinto-me feliz.
Sinto que estou prestes a recuperar, a levantar-me, a lutar pelos meus interesses.
Mas apesar da dor, da angústia e da frustração,
quero agradecer-te.
Obrigado.
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desabafos,
skeletons in the closet
00h44
Tenho medo.
Tenho medo de viver na frustração
dos objectivos de vida esquecidos
e incompletos.
Tenho medo de não encontrar ninguém.
Tenho medo das noites em branco,
que passei,
que passo,
e que certamente, irei passar.
Tenho medo que as minhas qualidades
sucumbam aos meus defeitos.
Tenho medo de me apaixonar outra vez.
Tenho medo de tentar e não atingir.
Tenho medo de ti.
Tenho medo.
Tenho medo.
Tenho medo de viver na frustração
dos objectivos de vida esquecidos
e incompletos.
Tenho medo de não encontrar ninguém.
Tenho medo das noites em branco,
que passei,
que passo,
e que certamente, irei passar.
Tenho medo que as minhas qualidades
sucumbam aos meus defeitos.
Tenho medo de me apaixonar outra vez.
Tenho medo de tentar e não atingir.
Tenho medo de ti.
Tenho medo.
Tenho medo.
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Não sei. Diz-me tu.
É à noite, na cama
que mais dou pela tua falta.
Choro, sozinho
sem saber o que me aguarda.
Talvez o desconhecido
seja menos assustador
do que o conhecido.
Talvez seja este
o estado do meu coração
adoecido.
E é com tristeza que digo
"Adeus, e até nunca mais".
Talvez estas palavras banais
se identifiquem melhor comigo.
Não durmo com a cabeça
sobre a almofada.
Durmo agarrado a ela,
para me proporcionar um
falso sentido de segurança.
que mais dou pela tua falta.
Choro, sozinho
sem saber o que me aguarda.
Talvez o desconhecido
seja menos assustador
do que o conhecido.
Talvez seja este
o estado do meu coração
adoecido.
E é com tristeza que digo
"Adeus, e até nunca mais".
Talvez estas palavras banais
se identifiquem melhor comigo.
Não durmo com a cabeça
sobre a almofada.
Durmo agarrado a ela,
para me proporcionar um
falso sentido de segurança.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Today.
Today, I tried, and I tried
but I ended up saying the same.
Today, I tried, and I tried
but I ended up feeling the same.
Today, I cried, and I cried
as you graciously passed by me.
Today, I died, and I died
inside, a little bit.
Today, I tried , and I failed
forgetting all of this.
Today, I cried as I remembered
our first kiss.
but I ended up saying the same.
Today, I tried, and I tried
but I ended up feeling the same.
Today, I cried, and I cried
as you graciously passed by me.
Today, I died, and I died
inside, a little bit.
Today, I tried , and I failed
forgetting all of this.
Today, I cried as I remembered
our first kiss.
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domingo, 1 de novembro de 2009
ApHeart
We all fall apart from everything
at a certain point in our course.
When it all seems lost from the start,
dear, it is all yours.
When you find yourself hanging on your rope,
when you find yourself desperate for hope.
you can always trust me your heart.
Dear, don't fall apart.
You'll soon come to realise.
You'll soon come to find
the answer in these weary eyes.
We are what we believe in.
While you lay yourself in a hotel room
The fences break, the flowers bloom.
And if you cry, a star will fall
for the whole world to know
you dont believe in yourself anymore.
at a certain point in our course.
When it all seems lost from the start,
dear, it is all yours.
When you find yourself hanging on your rope,
when you find yourself desperate for hope.
you can always trust me your heart.
Dear, don't fall apart.
You'll soon come to realise.
You'll soon come to find
the answer in these weary eyes.
We are what we believe in.
While you lay yourself in a hotel room
The fences break, the flowers bloom.
And if you cry, a star will fall
for the whole world to know
you dont believe in yourself anymore.
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skeletons in the closet,
sleep love
i've left you alone
in the cold shade of your window,
just so you can hear
the heartbeat of the trees.
in the cold shade of your window,
just so you can hear
the heartbeat of the trees.
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sleep love
A Frustração De Se Ter Esperança Na Mudança.
Qual é o critério de classificação d' "O Pior Dia Da Minha Vida"?
Podemos dizer que os piores dias da nossa vida
são aqueles em que perdemos algo importante da nossa vida
e que, a sua posição na tabela,
é determinada pelo grau de importância desse algo na nossa vida
e pela brutalidade com que a sua perda nos atinge.
Será?
Bem, não sei.
Mas é engraçado como o inicio é, geralmente, o melhor dia da nossa vida
e o fim é, geralmente, o pior.
No entanto, e voltando ao tópico inicial,
não acham frustrante quando o pior dia da nossa vida passa por nós
e nós, impotentes, assistimos à sua passagem, apáticos e, simplesmente,
acenamos?
Eu posso classificar o dia de hoje como o 3º pior dia da minha vida.
O grau de importância desse algo na minha vida, até agora, foi, e ainda é, elevado.
As expectativas que fui gerando na minha cabeça terão sido a causa da enorme brutalidade com que a sua perda me atingiu.
Contudo, era esperado.
O que torna a situação ainda mais frustrante!
É ficar especado a vê-la passar.
O que torna esta situação ainda mais complicada
é aquele sentimento que o ser humano,
inútil e fútil,
teve o obséquio de gerar:
Esperança.
Aquilo que nos leva a crer que isto vai mudar,
que amanhã será melhor,
e que esse algo voltará a encher a nossa vida.
Errado. Totalmente errado.
O ser humano vive e cria ilusões em seu redor, de forma a viver feliz.
E a esperança torna-nos fracos, moles, vulneráveis.
E será que é isso que nós queremos?
É.
E sabem porquê?
Porque gostamos de nos sentir felizes e vivos.
Mas no fim, angústia, frustração e paranóia
será tudo o que restará da sua perda.
Podemos dizer que os piores dias da nossa vida
são aqueles em que perdemos algo importante da nossa vida
e que, a sua posição na tabela,
é determinada pelo grau de importância desse algo na nossa vida
e pela brutalidade com que a sua perda nos atinge.
Será?
Bem, não sei.
Mas é engraçado como o inicio é, geralmente, o melhor dia da nossa vida
e o fim é, geralmente, o pior.
No entanto, e voltando ao tópico inicial,
não acham frustrante quando o pior dia da nossa vida passa por nós
e nós, impotentes, assistimos à sua passagem, apáticos e, simplesmente,
acenamos?
Eu posso classificar o dia de hoje como o 3º pior dia da minha vida.
O grau de importância desse algo na minha vida, até agora, foi, e ainda é, elevado.
As expectativas que fui gerando na minha cabeça terão sido a causa da enorme brutalidade com que a sua perda me atingiu.
Contudo, era esperado.
O que torna a situação ainda mais frustrante!
É ficar especado a vê-la passar.
O que torna esta situação ainda mais complicada
é aquele sentimento que o ser humano,
inútil e fútil,
teve o obséquio de gerar:
Esperança.
Aquilo que nos leva a crer que isto vai mudar,
que amanhã será melhor,
e que esse algo voltará a encher a nossa vida.
Errado. Totalmente errado.
O ser humano vive e cria ilusões em seu redor, de forma a viver feliz.
E a esperança torna-nos fracos, moles, vulneráveis.
E será que é isso que nós queremos?
É.
E sabem porquê?
Porque gostamos de nos sentir felizes e vivos.
Mas no fim, angústia, frustração e paranóia
será tudo o que restará da sua perda.
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sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Fracasso
Uma parede pintada de fresco,
recentemente construída
e decorada.
Contudo, os quadros estão tortos
e os pregos ferrugentos,
que penetram na parede de gesso frágil,
mal os seguram.
Um simples fechar de porta mais abrupto
é o suficiente para fazer tremer essas paredes,
frágeis e recentes.
Cai um quadro no soalho de azulejo envelhecido.
A brutalidade com que o vértice do quadro embate no azulejo
é suficiente para o rachar
e estilhaçar o vidro do quadro.
Após a sua violenta saída,
olho-me ao espelho,
com vergonha e agrado.
Uma revolução neste lar prematuro e frágil,
sem capacidade de adaptação.
Desfaz-se em estilhaços,
este espelho que olho.
Um sinal de fracasso?
Talvez.
recentemente construída
e decorada.
Contudo, os quadros estão tortos
e os pregos ferrugentos,
que penetram na parede de gesso frágil,
mal os seguram.
Um simples fechar de porta mais abrupto
é o suficiente para fazer tremer essas paredes,
frágeis e recentes.
Cai um quadro no soalho de azulejo envelhecido.
A brutalidade com que o vértice do quadro embate no azulejo
é suficiente para o rachar
e estilhaçar o vidro do quadro.
Após a sua violenta saída,
olho-me ao espelho,
com vergonha e agrado.
Uma revolução neste lar prematuro e frágil,
sem capacidade de adaptação.
Desfaz-se em estilhaços,
este espelho que olho.
Um sinal de fracasso?
Talvez.
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paranoias mais "ganzias",
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Novela Mediterrânea
Neste momento só sinto raiva.
Raiva do que me estás a fazer passar.
Pensei termos ultrapassado isto,
mas parece que apenas o cenário foi re-editado.
As personagens são as mesmas, e o guião,
ligeiramente alterado.
Modificado de forma a existir alguma felicidade,
nem por muito breve que seja.
Contudo, o guionista não previu as consequências
provenientes de tal mudança repentina no guião.
O final, ainda aberto, causa frustração nos espectadores,
promove um surto de murmúrios e suposições.
Oh, herói! Como temo por ti!
Parece que a esperada conclusão não está do teu lado.
Raiva do que me estás a fazer passar.
Pensei termos ultrapassado isto,
mas parece que apenas o cenário foi re-editado.
As personagens são as mesmas, e o guião,
ligeiramente alterado.
Modificado de forma a existir alguma felicidade,
nem por muito breve que seja.
Contudo, o guionista não previu as consequências
provenientes de tal mudança repentina no guião.
O final, ainda aberto, causa frustração nos espectadores,
promove um surto de murmúrios e suposições.
Oh, herói! Como temo por ti!
Parece que a esperada conclusão não está do teu lado.
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