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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

se te sentes orgulhoso em quem és, no que te tornaste, podem os teus pais julgar-te? a sociedade culpa-te e julga-te: está bem! já nos habituámos, de certa forma, aos seus olhares perseguidores...mas os nossos pais? os nossos progenitores? as pessoas que, na verdade, nos educaram para sermos assim, apesar de nem sempre presentes? então, devo eu impedir de me tornar naquilo e em quem quero só para os agradar, os meus pais E a sociedade? só para ser aceite por ela, ou para os fazer orgulhar de mim? eu não posso atribuir totalmente a culpa aos meus pais; eles pertencem a outra geração...mas a sociedade? as pessoas, actualmente, afirmam ser menos conservadoras, mais tolerantes e menos preconceituosas que a geração anterior. afirmam seguir e aceitar a constante mudança dos tempos, MAS EU NÃO VEJO PORRA NENHUMA! eu não vejo nenhum esforço, de todo, em mudar. contudo, podia dizer que, um dia, quando a juventude de hoje mandar no mundo e entrar na idade avançada, as coisas mudarão; o 'politicamente incorrecto' e os padrões pelos quais a sociedade se rege, serão exactamente os que abundam nas nossas mentes, agora. infelizmente, 'times will keep on a-changing' e, então, seremos tal e qual as pessoas que criticamos hoje. podemos ser 'futurísticos' e modernos até um limite acima do aceitável, definido pela sociedade. e isto acontecerá com todas gerçaões. agora, apenas posso, a cada dia que passa, chorar por isso e expressar as minhas lágrimas na minha música, na esperança de que as pessoas ouçam o que tenho para dizer. espero também estar longe deste país de vez, o mais rápido possível.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Mecanismos enferrujados. Sismos forjados. Fracturas expostas Salmão em postas. Quando estou prestes a começar, felicito a cadente e o luar, e adormeço.
Durante a madrugada, acordo para dizer olá e a sra. lá saberá a mentira guardada em si. Lá se vai embora. Outra vez.
Tanta revolta para quê? Basta waffles e sono, para tudo aquilo em que crê, passe a mono. Mas teima em estar contra tudo aquilo que eu digo. Mesmo estando eu enjaulado na montra de uma loja em Vigo.
Passa por mim, e olha embasbacada. Admira-se ao ponto onde cheguei. Pois não esteja! Nunca necessitei da sua preocupação para nada.
E tal como "fulana tal" dizia: "Era mais saudável ver dias a passar em filas".
Isto, enquanto morria.
Mas quando se tem a boca cheia de água é difícil darmos o último suspiro. Fácil é quando morremos em mágoa (isto, enquanto eu me piro!).
E não é assim que quero ficar consigo. Devo-lhe todo o respeito, tal como tudo no meu peito.
Mas não preciso disto quando não tenho nada.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Parte 8 de 8

(...)
"É verdade?"

Por mais absurdo que pareça, não.
Podia dizer que é, mas não, não vou por esse caminho.

"Poderá, então, uma pessoa,
cuja visão se baseia ao preto e branco,
sobreviver num meio a cores?"

Sim.
Denomina-se de estúpido.

O estúpido é o sucessor do homo sapiens sapiens.
Aquela besta "chica-esperta" que inundou
(e ainda inunda) o Planeta Terra do século XXI.

A sua falta de adaptabilidade social é impressionante!
O estúpido foi, em tempos, um parasita social,
um membro da sociedade ostracizado e ignorado.
Contudo, a restante fracção da humanidade
rendeu-se ao evergrowing número de estúpidos e, conformista como é e como foi desenhada para ser,
adoptou o seu estilo de vida.
(Fenómeno denominado de estupidóse em massa)

Neste momento, o ser humano perdeu toda a credibilidade
e respeito que tinha, e colocou em prática uma das situações
mais radicais do mítico provérbio popular:
"Se não os consegues vencer, junta-te a eles".

Desde então que perdi a fé (se é que de facto houve alguma) no Homem.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Anjos pendurados em prédios? o quê?
estarei eu a ficar insano?
Credo, eles parecem tão reais!
Eu diria que eles vieram para espalhar uma mensagem.
A mensagem de que isto em que nos arrastamos
e agoniamos sozinhos ou acompanhados,
bem ou mal, está perto do fim.
Mas...não sei. começo a ver tudo à roda, começo a sentir o fim.
Começo a sentir tudo a desvanecer lentamente,
tal e qual como uma anestesia geral.
Sabe tão bem, não sabe?
Sabe bem sentirmos o fim.
Sentirmos os seus braços envolverem-nos
e perfurarem-nos.
Isto tudo, sem qualquer envolvimento da dor e agonia da morte
quando esta está perto.
Mas o transe depressa acaba e vejo-me rodeado de estranhos.
Vejo-me rodeado de actos e palavras erradas.
Vejo-me rodeado por ninguém.
Apercebo-me, então, que nada está para acabar.
As chamas da lareira crepitam de desgosto e arrependimentos,
enquanto ela se aquece no calor do ano novo.
Não me percebo, sinceramente.
Quanto mais escrevo, menos me percebo!
Vá lá, desce do teu altar e diz-me o que sou.
Sim, tu. Desafio-te a fazê-lo.
Não consegues?
Se nem tentaste, esperavas o quê?
De qualquer das maneiras, acho que percebi.
Percebi a mensagem.
A dúvida dos erros que se cometem
apenas colidem com o sentido da estrada em que estou.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Ditado(r)

Camaradas vírgula este ano que se aproxima é o ano de mudança ponto de exclamação Não podemos vírgula especialmente agora vírgula parar ponto de exclamação O nosso partido está a crescer a um ritmo brutal ponto de exclamação parágrafo Foquemo-nos no essencial vírgula o nosso principal interesse dois pontos a aniquilação desta ameaça que vírgula de dia para dia vírgula cresce sem que o comum cidadão vírgula actuando de forma individual vírgula possa fazer alguma coisa para a travar ponto final Para isso vírgula foi fundado este partido dois pontos para proteger o cidadão comum ponto final parágrafo Agora vírgula peço-vos que se juntem à nossa luta vírgula à vossa luta ponto de exclamação O futuro desta nação depende inteiramente da vossa actuação ponto de exclamação parágrafo alinhado à direita Estiler

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Apesar do Esforço

Escovas de estálicas;
Pentes de vinte e oito dentes:
Tornam-se banais
quando as tentamos perceber.

Oh, esta cumplicidade tornou-se cinzenta.
E as calçadas da cidade, cobertas de magenta,
de nada serviram.

Sempre foste assim, desde que nos conhecemos.
E em nada resultará esta luta de interesses.

Quando, meu amor, quando é que demoliremos esta barragem?
Este bloqueio fluvial. Quando deixaremos o rio seguir o seu curso natural?
Desculpa se não pensas da mesma maneira que eu,
mas os únicos bloqueios que aceito, são os naturais
-como os diques, construídos pelos castores-
não os artificiais, construídos por ti,
e justificados pela tua cobardia.

E, dada a minha falta de originalidade e talento para a escrita,
eu podia, aqui, colocar várias citações, das mais objectivas
às mais subjectivas, para te dizer como não me, nem te, sinto.
Para te mostrar que o teu efeito sobre mim é praticamente nulo.
Para...para...para quê?
Não vales a pena.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Fracasso

Uma parede pintada de fresco,
recentemente construída
e decorada.
Contudo, os quadros estão tortos
e os pregos ferrugentos,
que penetram na parede de gesso frágil,
mal os seguram.

Um simples fechar de porta mais abrupto
é o suficiente para fazer tremer essas paredes,
frágeis e recentes.
Cai um quadro no soalho de azulejo envelhecido.
A brutalidade com que o vértice do quadro embate no azulejo
é suficiente para o rachar
e estilhaçar o vidro do quadro.

Após a sua violenta saída,
olho-me ao espelho,
com vergonha e agrado.
Uma revolução neste lar prematuro e frágil,
sem capacidade de adaptação.
Desfaz-se em estilhaços,
este espelho que olho.
Um sinal de fracasso?
Talvez.

Discurso Politico-Revolucionário

O Fracasso tornou-se tão banal
como dizer "desculpa" ou "amo-te".
Tornou-se num estilo de vida.
Todos nós fracassamos a um certo ponto do nosso percurso.
Mas actualmente, mais de metade das pessoas que fracassam
baixam os braços,
rendem-se,
pedem desculpa ao culpado
e continuam, de cabeça baixa.
Basta! Eu digo "Basta"!
Basta de nos terem na palma da mão!
Basta das suas demoradas decisões definirem o rumo que nossa vida toma!
Basta de nos derrubarem e iludirem com as suas filosofias extraterrestres!
Agora, é o tempo de mudança.
Revolução, meus caros!
Somos tão novos,
tão novos, que podemos ser tudo aquilo que quisermos ser!
Podemos prosseguir a nossa vida sem a sua presença.
É claro que é custoso
e requer sacrifício,
mas é imprescindível ao nosso bem estar futuro.