domingo, 22 de novembro de 2009

vinteesetedeagostodedoismilenove

As estrelas daqui
parecem distantes.
mas aí
devem ser
menos brilhantes
do que tu.

Mas é sob este céu
que percebemos
e aceitamos o presente.
Será que podias levantar
o véu que te esconde?

Eu percebo porque
é que não queres acordar.
Eu também não quero.
Tenho tanto medo do mero acaso
que me apetece refugiar.

Naquele sitio recôndito,
à parte do resto que me rodeava.
É lá que procuro a segurança
e a verdade reconfortante.

E assim,
a tua imagem desvanece no tempo,
sou devorado pelo nervoso eminente.

E, quando não amanhece,
questiono-me sobre tudo.
Mas, de tão surdo que sou,
não ouço as respostas
e mal percebo as questões.

Eu quero voltar ao início.
A sério que quero.
Apenas quero voltar.

6 comentários:

  1. Oh, tão lindo.
    Gosto mesmo do que escreves (x

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  2. Estás sim. Foi dolorosa, é tão dolorosa.

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  3. Oh, não peças desculpaa. Diz, diz tudo o que pensas que eu gosto de ouvir (aa) e so tenho é que agradecer. E sim, foste util. Eu até que gostava de seguir os teus conselhos, mas sinto-me tão sofucada. O passado não é só passado, reflecte-se no presente. Ainda sofro as consequências dos meus erros. Ainda sinto tudo o que senti. E ainda estou a passar por tudo o que passei. Perdi muita coisa, mas em contrapartida também ganhei o que nunca pensei ser capaz de obter. E cresci. Oh, cresci tanto.
    Ainda não me consegui desprender deste passado que todos os dias me consome mais um bocadinho, mas quero tanto fazê-lo. E quando o fizer sim, vou ser tãooo feliz.
    Obrigada meu querido.
    (omg, ja estou a chorar xD)

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  4. Oh, gostanti menino *-* Obrigada, a sério.
    ahah, e quando te der na telha para vires aqui a Guimarães avisa que eu também tenho todo o prazer em mostrar-te a cidadezita ^^
    dás-me o teu mail? (:

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