sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

nao estou aqui para te aturar
nem tu a mim.
não estou aqui à espera que digas não,
ou sim.
não estou aqui para começarmos de novo
a partir do fim.
simplesmente, não estou mais aqui.

podia pedir por favor, mas não o vou fazer.
podia dizer adeus e que foi um prazer.
Podia atribuir as culpas a outrém e finjir que acreditas
Podia até pedi desculpa pelas minhas acções e palavras não ditas.

um dia, talvez,
até te posso mandar uma carta e reatar a chama perdida.
quem sabe?
podia, inclusivé,
desligar-me de todos os sentimentos que constituem a vida
e pedir-te que te sentes comigo.
Porém, do que servirá?
Ambos teremos outros na nossa vida,
a ocupar o espaço que é nosso por direito.

e será que, pensando assim, e sabendo que custa pensar assim,
deverei eu, deverás tu, oferecer uma terceira última oportunidade?
A resposta será encontrada na plenidade da sanidade mental
e da abstracção do meio e dos sentimentos.

R: Não.

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