Estou bem...bem.
Mesmo bem.
Um misto de sensações que me invadiram anteriormente
levam-me a crer que sim.
Mas será?
Será que estou mesmo, mesmo bem?
Será que o ultrapassei?
Não.
Sinceramente, acho que não.
Cada vez que a vejo, sinto-me nervoso.
Cada vez que penso nela,
fico com o estômago às voltas.
Não consigo comer.
Como agora.
Não a consigo ver a seguir em frente.
Não consigo.
Agora só falta perceber porque é que não consigo seguir em frente.
Se é porque não consigo
se é porque não quero,
se é porque repito demasiadas vezes "não consigo".
Só sei que já passei por isto
e não foi bom.
Só sei que quero ultrapassar isto
e não estou a conseguir.
Só sei que ela
ainda me afecta.
Cada palavra,
cada gesto,
cada olhar,
cada sorriso.
Acho que nem o novo
substituirá o antigo.
Será que ele ainda bate por ela?
Mas porque raio fará ele isso?
Porque raio não para ele simplesmente de bater?
É que é doloroso, de certa forma.
Agora, é impossível estar feliz.
Já tentei acreditar nisso e,
enquanto acreditava
e não raciocinava,
estava feliz.
Mas vi-a quando não achava que a ia ver.
Acho que só a consigo ignorar quando estou preparado,
quando estou a contar vê-la.
É estranho.
Mas é-me familiar, infelizmente.
Parece que nem pensar que já falta pouco
para as nossas vidas se separarem
é reconfortante.
Parece que pensar, de todo,
é péssimo.
E à noite, mesmo rodeado de amigos,
falta-me.
Falta-me a mensagem a perguntar
"Onde estás? :)*".
Falta a adrenalina dos telefonemas até às tantas.
Falta-me a ansiedade para estar com ela.
Infelizmente, vontade de estar com ela não falta.
Custa-me vê-la passar,
ao longe,
e não poder dizer olá.
Não poder dar-lhe um beijo,
abraçá-la enquanto o vento gélido
passa por nós e sussurra-lhe que gosto dela.
Que gosto da companhia dela.
Que gosto da voz dela.
Que queria passar grande parte da minha vida com ela.
Sussurrar-lhe "Afonso"
e apreciar o sorriso dela face este nome...
Ahh, pois é. Temos mesmo que passar por isto
pelo menos uma vez na vida, certo?
Bem, acho que não devia ter entrado naquela noite escura
tão depressa.
domingo, 8 de novembro de 2009
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primeiro isso é normal e vai passar. vai mesmo!
ResponderEliminarsegundo, adorei esse final 'Bem, acho que não devia ter entrado naquela noite escura
tão depressa.'. acho que ficou excelente!