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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

se te sentes orgulhoso em quem és, no que te tornaste, podem os teus pais julgar-te? a sociedade culpa-te e julga-te: está bem! já nos habituámos, de certa forma, aos seus olhares perseguidores...mas os nossos pais? os nossos progenitores? as pessoas que, na verdade, nos educaram para sermos assim, apesar de nem sempre presentes? então, devo eu impedir de me tornar naquilo e em quem quero só para os agradar, os meus pais E a sociedade? só para ser aceite por ela, ou para os fazer orgulhar de mim? eu não posso atribuir totalmente a culpa aos meus pais; eles pertencem a outra geração...mas a sociedade? as pessoas, actualmente, afirmam ser menos conservadoras, mais tolerantes e menos preconceituosas que a geração anterior. afirmam seguir e aceitar a constante mudança dos tempos, MAS EU NÃO VEJO PORRA NENHUMA! eu não vejo nenhum esforço, de todo, em mudar. contudo, podia dizer que, um dia, quando a juventude de hoje mandar no mundo e entrar na idade avançada, as coisas mudarão; o 'politicamente incorrecto' e os padrões pelos quais a sociedade se rege, serão exactamente os que abundam nas nossas mentes, agora. infelizmente, 'times will keep on a-changing' e, então, seremos tal e qual as pessoas que criticamos hoje. podemos ser 'futurísticos' e modernos até um limite acima do aceitável, definido pela sociedade. e isto acontecerá com todas gerçaões. agora, apenas posso, a cada dia que passa, chorar por isso e expressar as minhas lágrimas na minha música, na esperança de que as pessoas ouçam o que tenho para dizer. espero também estar longe deste país de vez, o mais rápido possível.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Chinaman Head Car Seat

"Esta noite tem sido tão boa,
mesmo estando mortos".
Tu e tu e tu e eu...
são tantos aqueles que eu nunca mais vou ver.
Uns passar-me-ão ao lado;
outros deixar-me-ão marcas para a vida que eu,
um dia, relembrarei, apesar de não o querer.

Eles são o sangue nas minhas mãos
e eles são aqueles que me compreendem.
Mas nunca irei perceber porque é que as pessoas são assim,
nunca terei que enfrentar estas memórias novamente.

sábado, 12 de junho de 2010

Às vezes penso,
será que são as minhas experiências
que me fazem ver o mundo de forma tão diferente da dos outros?
Será a minha personalidade
que me faz cometer os mesmos erros vezes sem conta?
Serão os meus ombros
tortos devido ao peso do Mundo?
Serão os meu óculos solucò
que impedem os outros de ver a minha verdadeira alma?
Será o meu cabelo
que não deixa o meu espírito sair da minha carapaça?
Será a minha tatuagem
que me camufla, ou me dá visibilidade, na multidão?
Será a minha altura
produto de todos me pisarem para atingirem os seus fins?
Ou será apenas o meu coração
que me permite ultrapassar os obstáculos que tu,
e os restantes, colocam no meu percurso?

sexta-feira, 11 de junho de 2010

(1, 2, 3)...Respira.
(1, 2, 3)...Expira.
(1, 2, 3)...Respira.
(1, 2, 3)...Expira.
(1, 2, 3)...Respira.
(1, 2, 3)...(1, 2, 3)
(1, 2, 3)...Já passou.

domingo, 16 de maio de 2010

i don't like to see you.
i don't like to see you like this.
No, not because of it.
No, not because of me.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Cada vez mais o meu coração
se assemelha a uma granada de mão.
Cada vez mais sinto
que não sinto nada disto.
Cada vez que penso
preferia não o fazer.
Cada vez sinto mais
a palavras a dizer.

Está na altura de justificar o meu orgulho.
Mas para quê? já está justificado há muito.

Já não se distinguem os lobos das ovelhas.

Nasci e fui criado, não para seguir a tua vida, mas a que me foi oferecida.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

(un)like me, you fell from the stairwell

Algumas pessoas diriam que é dos novos tempos,
que é das modas,
ou que até é mesmo a culpa da televisão.

Outras diriam que não devemos remar contra a corrente,
que devemos aceitar isto tudo,
e que, no fundo, é tudo benéfico.

Mas de todas estas pessoas, exclui-se a minha.
Isto porque, como eu estou farto de dizer,
embora TODAS as pessoas achem que estou a gozar,
eu não sou "bom para comentar".
Não tenho jeito para elaborar críticas construtivas
e expressar a minha opinião.

Por isso, em relação a isto tudo, eu apenas digo:
"Pois...está bem. Faz como quiseres."

segunda-feira, 15 de março de 2010

Quando puderes, tenta sair desta cidade, para o mais longe possível.
Tenta fazê-lo sabendo que não há ninguém a prender-te aqui.
Sentir-te-ás tão bem. Sentir-te-ás tão livre...
Depois, tenta pôr a cabeça de fora do comboio em que partes
e sente o vento a sussurrar o teu nome.
Sentir-te-ás tão bem. Sentir-te-ás tão livre...
Se a ponte, em que o comboio onde partes está a passar, se desmoronar,
e se afundar nos rápidos,
tu sobreviverás.
Porque, enquanto eu te quiser ao meu lado, nada te acontecerá.
E quando souberes disto, apesar de estares no fundo do rio,
sentir-te-ás tão bem. Sentir-te-ás tão livre...

quarta-feira, 10 de março de 2010

Parte 8 de 8

(...)
"É verdade?"

Por mais absurdo que pareça, não.
Podia dizer que é, mas não, não vou por esse caminho.

"Poderá, então, uma pessoa,
cuja visão se baseia ao preto e branco,
sobreviver num meio a cores?"

Sim.
Denomina-se de estúpido.

O estúpido é o sucessor do homo sapiens sapiens.
Aquela besta "chica-esperta" que inundou
(e ainda inunda) o Planeta Terra do século XXI.

A sua falta de adaptabilidade social é impressionante!
O estúpido foi, em tempos, um parasita social,
um membro da sociedade ostracizado e ignorado.
Contudo, a restante fracção da humanidade
rendeu-se ao evergrowing número de estúpidos e, conformista como é e como foi desenhada para ser,
adoptou o seu estilo de vida.
(Fenómeno denominado de estupidóse em massa)

Neste momento, o ser humano perdeu toda a credibilidade
e respeito que tinha, e colocou em prática uma das situações
mais radicais do mítico provérbio popular:
"Se não os consegues vencer, junta-te a eles".

Desde então que perdi a fé (se é que de facto houve alguma) no Homem.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Nada foi feito para durar. E depois?
As pessoas fazem um grande alarido quando perdem alguma coisa,
que supostamente lhes é importante, para quê?
Estamos sempre a querer trocar o carro por um novo,
o telemóvel, por um mais recente e melhor,
a casa por uma maior e mais bonita,
então porque é que não nos sentimos da mesma maneira
quando substituímos sentimentos velhos, gastos e podres
por novos, melhores e frescos?
O ser humano só se desgasta e auto-destrói de dia para dia.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Esta Mão Que Te Segura A Cabeça

Sente a minha mão.
Pensa nela como uma borracha,
para apagar o que se passou, ou não.

Sente-a a passar pela tua testa,
enquanto transpiras de nervosismo.
Sente-a a apagar os segredos
que os teus lábios escondem.

Sente as tuas memórias queimar.
Ouve o crepitar das chamas
que te oferece algum segurança.

A segurança plena e instável,
esta que te oferecem.
Vai, envolta nos teus sonhos,
à procura do que te alegra.

Sente as pontas dos meus dedos
a passar pelo teu peito
e a abri-lo como uma janela.

Olho-te no teu mais profundo íntimo.
O teu coração bate incessantemente com a ânsia de me teres.
Pouso a minha mão áspera sobre ele.

Agora sinto-te, verdadeiramente.
Esqueço-te, como tencionava.

Deixo-te um pequeno conselho:
Não tentes perceber o que eu faço.
Sente o que eu sinto e verás que desaparecerá igualmente.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

(des)arrumação

Ela hoje está bem desarrumada.
Mas é aquele desarrumado propositado.
Como quando desenhamos algo, totalmente desorganizado,
com os objectos fora de sítio, com a perspectiva toda errada,
e apenas acertamos as margens dessa gravura
para lhe oferecer alguma beleza
e um mínimo de profissionalismo.
Mas no final, até gostamos. Tem um ar rebelde.
Divertido, jovem e diferente.
Bem, ela hoje está assim. De pantanas.
Desarrumada.
E eu gosto dela assim.

domingo, 8 de novembro de 2009

Estou bem...bem.
Mesmo bem.
Um misto de sensações que me invadiram anteriormente
levam-me a crer que sim.
Mas será?
Será que estou mesmo, mesmo bem?
Será que o ultrapassei?
Não.
Sinceramente, acho que não.
Cada vez que a vejo, sinto-me nervoso.
Cada vez que penso nela,
fico com o estômago às voltas.
Não consigo comer.
Como agora.
Não a consigo ver a seguir em frente.
Não consigo.
Agora só falta perceber porque é que não consigo seguir em frente.
Se é porque não consigo
se é porque não quero,
se é porque repito demasiadas vezes "não consigo".
Só sei que já passei por isto
e não foi bom.
Só sei que quero ultrapassar isto
e não estou a conseguir.
Só sei que ela
ainda me afecta.
Cada palavra,
cada gesto,
cada olhar,
cada sorriso.
Acho que nem o novo
substituirá o antigo.
Será que ele ainda bate por ela?
Mas porque raio fará ele isso?
Porque raio não para ele simplesmente de bater?
É que é doloroso, de certa forma.
Agora, é impossível estar feliz.
Já tentei acreditar nisso e,
enquanto acreditava
e não raciocinava,
estava feliz.
Mas vi-a quando não achava que a ia ver.
Acho que só a consigo ignorar quando estou preparado,
quando estou a contar vê-la.
É estranho.
Mas é-me familiar, infelizmente.
Parece que nem pensar que já falta pouco
para as nossas vidas se separarem
é reconfortante.
Parece que pensar, de todo,
é péssimo.
E à noite, mesmo rodeado de amigos,
falta-me.
Falta-me a mensagem a perguntar
"Onde estás? :)*".
Falta a adrenalina dos telefonemas até às tantas.
Falta-me a ansiedade para estar com ela.
Infelizmente, vontade de estar com ela não falta.
Custa-me vê-la passar,
ao longe,
e não poder dizer olá.
Não poder dar-lhe um beijo,
abraçá-la enquanto o vento gélido
passa por nós e sussurra-lhe que gosto dela.
Que gosto da companhia dela.
Que gosto da voz dela.
Que queria passar grande parte da minha vida com ela.
Sussurrar-lhe "Afonso"
e apreciar o sorriso dela face este nome...
Ahh, pois é. Temos mesmo que passar por isto
pelo menos uma vez na vida, certo?
Bem, acho que não devia ter entrado naquela noite escura
tão depressa.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Obrigado Ontem.

Hoje, uma certa alegria e boa-disposição invadiu-me.
Senti-me feliz, outra vez.
Foi estranho, devo dizer. Feliz sem a sua presença activa.
Quem diria?
Parece que, não sei, tudo está diferente.
Tudo me cheira diferente.
Embora ainda frágil, sinto-me forte.
Sinto-me capaz de derrubar qualquer um.
Sinto-me feliz, acho.
Tudo me sabe diferente.
Tudo me soa diferente.
A música que me lembrava de ti,
não passa de música que gosto de ouvir.
Vejo-te de maneira diferente.
Vejo-te e olho-te sem pensar no passado.
Vejo-te e olho-te, mas não consigo encontrar nada bom do passado.
Não consigo acreditar que esse período vale o que estou a passar agora.
O defeito é meu.
Eu é que me agarro às coisas que, supostamente, te fariam ficar.
Eu é que não te sei perceber.
Eu é que acreditei que tinhas mudado.
Mas apesar disto tudo, sinto-me feliz.
Sinto que estou prestes a recuperar, a levantar-me, a lutar pelos meus interesses.
Mas apesar da dor, da angústia e da frustração,
quero agradecer-te.

Obrigado.

00h44

Tenho medo.
Tenho medo de viver na frustração
dos objectivos de vida esquecidos
e incompletos.
Tenho medo de não encontrar ninguém.
Tenho medo das noites em branco,
que passei,
que passo,
e que certamente, irei passar.
Tenho medo que as minhas qualidades
sucumbam aos meus defeitos.
Tenho medo de me apaixonar outra vez.
Tenho medo de tentar e não atingir.
Tenho medo de ti.
Tenho medo.
Tenho medo.

domingo, 1 de novembro de 2009

A Frustração De Se Ter Esperança Na Mudança.

Qual é o critério de classificação d' "O Pior Dia Da Minha Vida"?
Podemos dizer que os piores dias da nossa vida
são aqueles em que perdemos algo importante da nossa vida
e que, a sua posição na tabela,
é determinada pelo grau de importância desse algo na nossa vida
e pela brutalidade com que a sua perda nos atinge.
Será?
Bem, não sei.
Mas é engraçado como o inicio é, geralmente, o melhor dia da nossa vida
e o fim é, geralmente, o pior.
No entanto, e voltando ao tópico inicial,
não acham frustrante quando o pior dia da nossa vida passa por nós
e nós, impotentes, assistimos à sua passagem, apáticos e, simplesmente,
acenamos?
Eu posso classificar o dia de hoje como o 3º pior dia da minha vida.
O grau de importância desse algo na minha vida, até agora, foi, e ainda é, elevado.
As expectativas que fui gerando na minha cabeça terão sido a causa da enorme brutalidade com que a sua perda me atingiu.
Contudo, era esperado.
O que torna a situação ainda mais frustrante!
É ficar especado a vê-la passar.
O que torna esta situação ainda mais complicada
é aquele sentimento que o ser humano,
inútil e fútil,
teve o obséquio de gerar:
Esperança.
Aquilo que nos leva a crer que isto vai mudar,
que amanhã será melhor,
e que esse algo voltará a encher a nossa vida.
Errado. Totalmente errado.
O ser humano vive e cria ilusões em seu redor, de forma a viver feliz.
E a esperança torna-nos fracos, moles, vulneráveis.
E será que é isso que nós queremos?
É.
E sabem porquê?
Porque gostamos de nos sentir felizes e vivos.
Mas no fim, angústia, frustração e paranóia
será tudo o que restará da sua perda.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Fracasso

Uma parede pintada de fresco,
recentemente construída
e decorada.
Contudo, os quadros estão tortos
e os pregos ferrugentos,
que penetram na parede de gesso frágil,
mal os seguram.

Um simples fechar de porta mais abrupto
é o suficiente para fazer tremer essas paredes,
frágeis e recentes.
Cai um quadro no soalho de azulejo envelhecido.
A brutalidade com que o vértice do quadro embate no azulejo
é suficiente para o rachar
e estilhaçar o vidro do quadro.

Após a sua violenta saída,
olho-me ao espelho,
com vergonha e agrado.
Uma revolução neste lar prematuro e frágil,
sem capacidade de adaptação.
Desfaz-se em estilhaços,
este espelho que olho.
Um sinal de fracasso?
Talvez.

Novela Mediterrânea

Neste momento só sinto raiva.
Raiva do que me estás a fazer passar.
Pensei termos ultrapassado isto,
mas parece que apenas o cenário foi re-editado.
As personagens são as mesmas, e o guião,
ligeiramente alterado.
Modificado de forma a existir alguma felicidade,
nem por muito breve que seja.
Contudo, o guionista não previu as consequências
provenientes de tal mudança repentina no guião.
O final, ainda aberto, causa frustração nos espectadores,
promove um surto de murmúrios e suposições.
Oh, herói! Como temo por ti!
Parece que a esperada conclusão não está do teu lado.

Discurso Politico-Revolucionário

O Fracasso tornou-se tão banal
como dizer "desculpa" ou "amo-te".
Tornou-se num estilo de vida.
Todos nós fracassamos a um certo ponto do nosso percurso.
Mas actualmente, mais de metade das pessoas que fracassam
baixam os braços,
rendem-se,
pedem desculpa ao culpado
e continuam, de cabeça baixa.
Basta! Eu digo "Basta"!
Basta de nos terem na palma da mão!
Basta das suas demoradas decisões definirem o rumo que nossa vida toma!
Basta de nos derrubarem e iludirem com as suas filosofias extraterrestres!
Agora, é o tempo de mudança.
Revolução, meus caros!
Somos tão novos,
tão novos, que podemos ser tudo aquilo que quisermos ser!
Podemos prosseguir a nossa vida sem a sua presença.
É claro que é custoso
e requer sacrifício,
mas é imprescindível ao nosso bem estar futuro.